À CONVERSA COM LUÍS PATO

Moderação de José Miguel Meneses de Almeida


*inclui prova de vinhos

Luís Pato é um nome incontornável da Bairrada e, provavelmente, o produtor de vinho mais conhecido no estrangeiro. Este ano completa 40 anos de um percurso profissional sublinhado por um espírito pragmático, inovador e visionário. Muitas vezes apelidado de “senhor Baga”, tem dado ao longo da sua carreira um extraordinário contributo para a promoção do vinho da Bairrada, aquém e além fronteiras.

Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra

Sexta-Feira, 18h30

Lotação limitada | 5,00 €

“Criar vinhos para nós não é só uma paixão, é também um prazer. À nossa visão de rigor na forma de os elaborar na adega, junta-se a capacidade criativa própria da origem latina. “

A família Pato produz vinho na Quinta do Ribeirinho desde, pelo menos, o séc. XVIII. João Pato começou a engarrafar vinho das suas vinhas em 1970, tornando-se o primeiro produtor/engarrafador na região da Bairrada depois da sua demarcação.

O seu filho Luis Pato herdou o seu espírito inconformista e pioneiro, e em 1980 produz o seu primeiro vinho, um monovarietal de Baga de uma qualidade excepcional e raridade absoluta, que é hoje procurado por apreciadores como um tesouro.

Em 1985 enceta duas revoluções na Bairrada: faz vinho tinto de uvas desengaçadas e estagia vinho em pipas novas de carvalho francês. Em 1988 planta Baga em “pé franco” (vinhas não-enxertadas) para compreender os vinhos pré-filoxera e produz o primeiro Vinhas Velhas do país.

Em 1990 participa pela primeira vez como júri no International Wine Challenge, concurso que assume como uma escola de prova de vinhos e um guia na forma de olhar e conhecer os vinhos e a volatilidade dos gostos por todo o mundo.

Em 1995 lança vinhos de vinha única: Vinha Pan, Vinha Barrosa e Quinta do Ribeirinho Pé Franco. Em 1998 compra a Vinha Formal para produzir o seu vinho branco de topo de gama de vinha única.

Em 1999, por opção pessoal, deixa a Denominação de Origem Controlada, sendo os seus vinhos rotulados como Regional Beiras. Em 2001, faz a sua primeira «vindima de precisão», colhendo na mesma vinha no final de Agosto para a produção de Espumante, e no final de Setembro para a produção de um vinho tinto mais concentrado. Em 2005, faz o primeiro vinho com a sua filha Filipa, o FLP, usando o método da crio-extracção.

Em 2008 apresenta o seu primeiro Espumante de vinha única, produzido a partir das castas Bical e Touriga Nacional da Vinha Formal. Em 2009 faz os seus primeiros vinhos naturais doces (Branco, Rosado e Tinto), que designa de Abafado Molecular.

Em 2010 cria o Informal e o Quinta do Moinho, espumantes brancos de Baga vindimada na primeira colheita de um único vinhedo: o Informal é da Vinha da Panasqueira e o Quinta do Moinho é da vinha homónima.

Em 2011 surge o Fernão Pires, o primeiro tinto de uva branca, com 94% de Maria Gomes (Fernão Pires) e 6% de película de Baga.

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