DA SUAVE FRAGRÂNCIA AO ALEGRE SABOR: O ESPÍRITO DO VINHO

com Pedro Miguel Ferrão


O lado solar do vinho na vida da Humanidade, numa perspectiva em que este pode e deve proporcionar bem-estar e iluminação espiritual, ilustrado na História da Arte.

Museu Nacional de Machado de Castro
Quinta-Feira 14, 17h00
Sábado 16, 11h00
Duração aprox. 60 minutos
Entrada livre sujeita à lotação da sala
Inscrição prévia para servicoseducativos@mnmc.dgpc.pt


Este é o tema da conversa sobre a História e as ‘estórias’ do vinho, centrado em torno da máxima dionisíaca: “beber para inebriar o espírito, elevando-o até os deuses, jamais embriagá-lo para rebaixá-lo às profundezas do caos”. De facto, a apresentação da edição deste ano coloca em realce o lado solar do vinho na vida da Humanidade, numa perspetiva em que este pode e deve proporcionar bem-estar e iluminação espiritual, congregando certas comunidades na sua multiplicidade sociocultural. A História da arte ilustra a importância das cerimónias em que o vinho devolve à humanidade um certo sentido de alegria, manifestando-se em festas que regulam etapas da nossa vida, como sejam a comemoração de aniversários, de batismos, de casamentos, das colheitas do campo ou de solenidades religiosas e rituais de outra natureza, momentos únicos que assinalam datas específicas no devir do calendário. Essa ilustração artística conjuga-se com uma série de gravuras bem-humoradas e um conjunto de provérbios e citações de cariz popular, que são ainda reforçadas com o poder simbólico da palavra poética. Numa e noutra dimensão, a felicidade surge sempre, proporcionada pela presença do vinho. Ergamos, então, o copo à vossa e à nossa saúde!

Pedro Miguel Ferrão

Nasceu em Coimbra em 1965. Concluiu a licenciatura em História – variante de História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Foi membro do Secretariado do Núcleo Português da Exposição Feitorias. Arte Portuguesa na Época dos Descobrimentos, Europália/91. Entre 1991-1993 colaborou no semanário Jornal de Coimbra. Foi professor em escolas e cursos técnico-profissionais, leccionando cadeiras nas áreas da História da Arte, Património Cultural e Museologia. Professor convidado em 2002 do curso de História da Arte, da Universidade do Tempo Livre – Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI), exercendo idênticas funções, desde 2005, na Associação de Solidariedade Social de Professores (ASSP).
De 1991 a 1999 fez parte da Equipa Nacional do Inventário do Património Cultural Móvel, colaborando no estudo das colecções de ourivesaria e têxteis do Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC), dos acervos patrimoniais dos Arciprestados de Anadia e de Vila Nova de Foz Côa, e ainda do Governo Civil do Distrito de Coimbra. Desde 1999 é Técnico Superior de Museologia do quadro de pessoal do MNMC, sendo co-responsável pelas colecções de ourivesaria, metais, têxteis e escultura. Apresentou diversas comunicações e publicou vários livros e artigos em revistas e catálogos, dos quais salientamos:

“A construção da Casa da Livraria das Universidade de Coimbra”, 1993; “Misericórdia de Coimbra – Devoção e Arte”, 2000; Ourivesaria Medieval. Séculos XII a XV. A Colecção do Museu Nacional de Machado de Castro, 2004; “Colecção de Escultura”, Museu da Guarda. Roteiro, 2004; “Coimbra Medieval e a Arte da Ourivesaria”, 2004; Museu Nacional de Machado de Castro. Roteiro, 2005; Normas de Inventário. Arte. Ourivesaria, 2011; Manuel Jardim – Memórias de um percurso inacabado. 1884-1923, 2013; Diálogos em pedra – da matéria-prima à obra de arte. Séculos XII-XVIII, 2013; “O clero secular e a ourivesaria da Sé de Coimbra entre os séculos XIV-XVI”, 2014.

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