LEITURA DO CONTO O VINHO
DE JOÃO DE MELO
PROVA COMENTADA DE VINHOS DE LISBOA


Interpretação de Rui Damasceno | Direcção de Helena Faria
seguida de
Prova comentada por José Miguel Meneses de Almeida/Comissão Vitivinícola Região de Lisboa*

Ler o vinho. Beber o conto…
Do vinho saboreado ao vinho consumido.

A trágica epopeia milenar da relação do homem com esse sumo, néctar da natureza.
A um tempo social e solitária esta viagem, confessada na primeira pessoa, revela os segredos e as fragilidades da alma e da dor humana.

*Viajaremos por terras que integram a região vitivinícola de Lisboa: Alenquer, Arruda, Bucelas, Carcavelos, Colares, Lourinhã, Óbidos… Oito distintos vinhos serão dados a provar, entre tintos, brancos, generoso e aguardente.

Hotel Quinta das Lágrimas (EDIFÍCIO AQUA)
Domingo, 17h00
Preço: 10,00 €
Lotação limitada
Reservas para: T 918 431 155 | T 962 610 050


No conto O Vinho, de João de Melo, a bebida não representa um desvio, mas antes a assunção de outro compromisso com a vida: um modo de despertar que se traduz numa nova liberdade e numa lufada de ar fresco em termos de voz narrativa. A personagem principal leva-nos a descobrir os «deliciosos e únicos segredos do vinho», que revelam e iluminam aspectos do seu carácter até então perdidos na monotonia de um quotidiano de empregado de escritório. O texto é ilustrado por uma sequência de imagens que reproduzem litografias pintadas à mão, da autoria de Paula Rego, contendo elas próprias histórias, também reveladoras dos efeitos transformadores da «cor, da alma, da profunda essência do vinho». Paula Rego é co-tradutora (com Anthony Rudolf), para inglês, desta história de João de Melo.

“Porque as histórias são mais importantes do que os quadros”
Paula Rego



Rui Damasceno
Para além da paixão pela arte da Tipografia, desde muito cedo revelou o seu amor pela arte da representação. Ao longo da sua vida fez Teatro, Cinema e TV.

Integrou o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra – CITAC, em 1976, tendo participado em inúmeros espectáculos teatrais e é membro activo da Cooperativa Bonifrates desde 1988, onde tem marcado presença regular como actor, com destaque para as seguintes produções: O Escurial, de Ghelderode e Os Homens e as Suas Sombras, de Alfonso Sastre, encenação de José O. Barata; Rei Ubu, de Alfred Jarry, encenação de Muriel Anastaze; Exercícios para Equilibristas, de Luís Matilla, Fly-By, de Alfonso Vallejo, Crap, de Jerónimo Lopez Mozo, As alegres comadres de Windsor, de William Shakespeare, Diz a verdade ao poder – vozes do outro lado da escuridão, de Ariel Dorfman sobre o livro de Kerry Kennedy, Mariana Pineda, de Federico Garcia Lorca, todos com encenação de João Maria André. Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – a invenção do amor, a partir de Jorge Amado e Daniel Filipe, A Pesca, a partir de Bertolt Brecht, Médico à força, de Molière, Óscar e a Senhora Cor de Rosa, de Eric-Emmanuel Schmitt, todos com encenação de João Paulo Janicas e Os últimos dias de Emmanuel Kant, de Alfonso Sastre, encenação de Sílvia Brito. Tem colaborado em diversos recitais, nomeadamente, (Re)habitar – Recital itinerante pela casa dos poetas, textos de poetas portugueses, com coordenação de João Paulo Janicas e Paula Santos (2020), Memorial de Hiroxima, recital performativo com coordenação de Paula Santos e João Maria André.

Enquanto actor profissional, integrou, entre outros, o elenco de Acto Cultural, de José Ignacio Cabrujas, encenação de António Augusto Barros, Escola da Noite; Burlesco, a partir de Karl Valentim e Eduardo de Filippo, encenação de Fernando Mora Ramos, Co-produção Teatro da Rainha/Teatrão; 60 minutos com Brecht, a partir de Bertolt Brecht, encenação de Clovis Levi e O Senhor Ibrahim e as flores do Corão de Eric-Emmanuel Schmitt, encenação de João Maria André, ambos uma Co-produção de Margarida Mendes Silva/TAGV; Flores para Coimbra 50 Anos e A voz da guitarra, concertos integrado no Festival Correntes de um só rio (2019 e 2020, respectivamente), coordenação e encenação de João Curto e Manuel Portugal, produção da Associação Fado Hilário.

Teve ainda participações no Cinema e na Televisão, com Quase, de Francisco Manso, Hors Saison, de Daniel Schmid, A Floresta Feliz de Leandro Daniel Cintra e Rodrigo Costa (2000), Hepic de Nuno Portugal e O Teu olhar, telenovela produzida pela Fealmar.



Helena Faria
Actriz e educadora, contadora de histórias, encenadora, escritora… fundadora do Teatrão e da Camaleão tem dedicado grande parte da sua vida à mediação cultural, mais especificamente à mediação do livro e da leitura, e da cultura científica… Gosta sempre de saborear um bom cálice de poesia ou de literatura em boa companhia.



COMISSÃO VITIVINÍCOLA DA REGIÃO DE LISBOA
Terra de dispersão e pluralidade, a Região dos Vinhos de Lisboa é muitas vezes referida como uma terra de paradoxos e diversidade, resultado da diferenciação de solos, castas, ventos e de tantos outros aspectos que incluem o próprio Homem. Uma diversidade que é transportada para os vinhos quando consideramos factores como a cor, a riqueza alcoólica, a acidez, a estrutura, o aroma e até os preços. Espelho desta diversidade são os grupos em que se dividem os vinhos da região: VINHO COM DENOMINAÇÃO DE ORIGEM | VINHO REGIONAL | VINHO LICOROSO | VINHO LEVE | VINHO DE MESA | AGUARDENTE VÍNICA | AGUARDENTE BAGACEIRA | ESPUMANTE | UVA DE MESA.

A região de Lisboa contempla as denominações de origem: Alenquer, Arruda, Bucelas, Carcavelos, Colares, Encostas d’Aire (Alcobaça e Medieval de Ourém), Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras e ainda a indicação geográfica homónima (“Vinho Regional Lisboa”).

Na prova comentada pelo Enólogo José Miguel Meneses de Almeida vamos poder apreciar uma selecção de vinhos que representam toda a região.

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