O VINHO, A ARTE E O SAGRADO. O SIMBOLISMO DO VINHO NO NOVO TESTAMENTO

com Pedro Miguel Ferrão


A importância que o vinho adquiriu em vários aspectos da vida e dos rituais cristãos, bem como na forma como eles se expressaram no campo artístico ao longo de muitos e variados séculos.

Museu Nacional de Machado de Castro
Sexta-feira 17h00
Sábado 11h00
Duração aprox. 60 minutos
Entrada Livre. Lotação Limitada.
Inscrição prévia para se@mnmc.dgpc.pt / 239 853 070


Na edição deste ano de “O Mundo do Vinho” a temática escolhida para a nossa comunicação centra-se na importância que o vinho adquiriu em vários aspetos da vida e dos rituais cristãos, bem como na forma como eles se expressaram no campo artístico ao longo de muitos e variados séculos. Assim, será nossa intenção abordar alguns dos aspetos histórico/artísticos e simbólicos que foram marcantes em momentos importantes e que se encontram descritos na Bíblia – especificamente o episódio de “A Última Ceia”, com especial destaque para o grupo escultórico exposto no Museu Nacional de Machado de Castro, criado no século XVI pelo escultor francês Hodart. Ao mesmo tempo e em complementaridade, a palestra será articulada com a exposição pensada e concebida por Jorge Prata – um projeto fotográfico em torno de “A Última Ceia” de Hodart –, num outro olhar criativo sobre uma obra fundamental para a História da Arte em Portugal.


Pedro Miguel Ferrão

Nasceu em Coimbra em 1965. Concluiu a licenciatura em História – variante de História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Foi membro do Secretariado do Núcleo Português da Exposição Feitorias. Arte Portuguesa na Época dos Descobrimentos, Europália/91. Entre 1991-1993 colaborou no semanário Jornal de Coimbra. Foi professor em escolas e cursos técnico-profissionais, leccionando cadeiras nas áreas da História da Arte, Património Cultural e Museologia. Professor convidado em 2002 do curso de História da Arte, da Universidade do Tempo Livre – Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI), exercendo idênticas funções, desde 2005, na Associação de Solidariedade Social de Professores (ASSP).
De 1991 a 1999 fez parte da Equipa Nacional do Inventário do Património Cultural Móvel, colaborando no estudo das colecções de ourivesaria e têxteis do Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC), dos acervos patrimoniais dos Arciprestados de Anadia e de Vila Nova de Foz Côa, e ainda do Governo Civil do Distrito de Coimbra. Desde 1999 é Técnico Superior de Museologia do quadro de pessoal do MNMC, sendo co-responsável pelas colecções de ourivesaria, metais, têxteis e escultura. Apresentou diversas comunicações e publicou vários livros e artigos em revistas e catálogos, dos quais salientamos:

“A construção da Casa da Livraria das Universidade de Coimbra”, 1993; “Misericórdia de Coimbra – Devoção e Arte”, 2000; Ourivesaria Medieval. Séculos XII a XV. A Colecção do Museu Nacional de Machado de Castro, 2004; “Colecção de Escultura”, Museu da Guarda. Roteiro, 2004; “Coimbra Medieval e a Arte da Ourivesaria”, 2004; Museu Nacional de Machado de Castro. Roteiro, 2005; Normas de Inventário. Arte. Ourivesaria, 2011; Manuel Jardim – Memórias de um percurso inacabado. 1884-1923, 2013; Diálogos em pedra – da matéria-prima à obra de arte. Séculos XII-XVIII, 2013; “O clero secular e a ourivesaria da Sé de Coimbra entre os séculos XIV-XVI”, 2014.

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