SERVIÇO EDUCATIVO

Palestra


Sob a influência de Baco - sugestão e representação do álcool na arte

com Pedro Miguel Ferrão

De que forma a Arte abordou e expressou o tema do álcool e do seu uso ao longo da História da Humanidade.

10 e 11 (repete dia 10) de Outubro

Parte 1: período compreendido entre os primórdios da Humanidade até ao final da Idade Moderna.

17 e 18 (repete dia 17) de Outubro

Parte 2: período compreendido entre a Idade Contemporânea até à actualidade.

Museu Nacional de Machado de Castro

Sábados e Domingos 11h00

Duração aprox. 60 minutos

Entrada Livre (lotação limitada mediante inscrição prévia para MNMC 239 853 070)


“Beber para inebriar o espírito, elevando-o à altura dos deuses, jamais embriagá-lo para o rebaixar às profundezas do caos.”
Máxima dionisíaca

Sob a influência de Baco - sugestão e representação do álcool na arte, é o nome da comunicação que se centra na forma como a Arte abordou e expressou o tema do álcool e do seu uso ao longo da História da Humanidade. Assim, ela foi dividida em duas partes: a primeira abrange o período compreendido entre os primórdios da Humanidade até ao final da Idade Moderna; a segunda percorre a Idade Contemporânea até à actualidade.

Ao longo da História da civilização, o álcool tem sido um importante e decisivo catalisador da cultura humana, incentivando o desenvolvimento da arte, da religião e das mais diversas interações sociais. As bebidas alcoólicas foram inventadas de forma independente e em várias épocas diferentes. Quase toda as plantas com algum açúcar ou amido foram postas ao serviço da fermentação, prova de que o desejo por álcool não conheceu fronteiras.

O álcool pode proporcionar prazeres físicos e iluminação espiritual, agregando certas comunidades na sua diversidade sociocultural. Mas, como é óbvio, houve quem fosse longe demais consumindo álcool de forma compulsiva. Sedutor, ele pode criar dependência crónica, evoluindo para uma doença grave, afetando igualmente a vida de terceiros, ao incitar à violência e gerando potenciais conflitos.

Das horas felizes aos momentos mais sombrios observemos, então, como as artes plásticas se expressaram sob a influência de Baco…

Pedro Miguel Ferrão

Nasceu em Coimbra em 1965. Concluiu a licenciatura em História – variante de História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Foi membro do Secretariado do Núcleo Português da Exposição Feitorias. Arte Portuguesa na Época dos Descobrimentos, Europália/91.

Entre 1991-1993 colaborou no semanário Jornal de Coimbra.

Foi professor em escolas e cursos técnico-profissionais, leccionando cadeiras nas áreas da História da Arte, Património Cultural e Museologia. Professor convidado em 2002 do curso de História da Arte, da Universidade do Tempo Livre – Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI), exercendo idênticas funções, desde 2005, na Associação de Solidariedade Social de Professores (ASSP).

De 1991 a 1999 fez parte da Equipa Nacional do Inventário do Património Cultural Móvel, colaborando no estudo das colecções de ourivesaria e têxteis do Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC), dos acervos patrimoniais dos Arciprestados de Anadia e de Vila Nova de Foz Côa, e ainda do Governo Civil do Distrito de Coimbra. Desde 1999 é Técnico Superior de Museologia do quadro de pessoal do MNMC, sendo co-responsável pelas colecções de ourivesaria, metais, têxteis e escultura.

Apresentou diversas comunicações e publicou vários livros e artigos em revistas e catálogos, dos quais salientamos:

  • “A construção da Casa da Livraria das Universidade de Coimbra”, 1993;
  • “Misericórdia de Coimbra – Devoção e Arte”, 2000;
  • Ourivesaria Medieval. Séculos XII a XV. A Colecção do Museu Nacional de Machado de Castro, 2004;
  • “Colecção de Escultura”, Museu da Guarda. Roteiro, 2004;
  • “Coimbra Medieval e a Arte da Ourivesaria”, 2004;
  • Museu Nacional de Machado de Castro. Roteiro, 2005;
  • Normas de Inventário. Arte. Ourivesaria, 2011;
  • Manuel Jardim – Memórias de um percurso inacabado. 1884-1923, 2013;
  • Diálogos em pedra – da matéria-prima à obra de arte. Séculos XII-XVIII, 2013;
  • “O clero secular e a ourivesaria da Sé de Coimbra entre os séculos XIV-XVI”, 2014.

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