Edição de 2018


“Para vindimar deixa o Setembro acabar”. E logo de seguida, de 4 a 30 de Outubro de 2018, aconteceu “O Mundo do Vinho”, em diferentes espaços da cidade de Coimbra, com um salto à região da Bairrada. Mostra e Prova de Vinhos fez parte de um programa, no qual a dimensão cultural do vinho assumiu protagonismo, vertida em diferentes expressões artísticas e actividades: música, cinema, fotografia, arte, poesia, gastronomia, tertúlia e enoturismo, todas elas inspiradas pelo vinho.

Na música, escutámos o Colectivo Ciranda e o seu projecto Adivinho- Canções em torno do vinho, e acompanhámos todas as fases do vinho, da videira ao copo. Uma visita à Quinta do Encontro, em Anadia, assinalou uma feliz harmonização conceptual entre produção de vinho e arquitectura moderna. Na fotografia, oportunidade para ver a exposição “Douro, Lugar de um Encontro Feliz”, de António Barreto, um olhar sobre a região do Douro, terra dura e difícil, que viu nascer um dos mais famosos vinhos do mundo. O cinema chegou com a estreia do filme documentário “Setembro A Vida Inteira”, de Ana Sofia Fonseca. Para além do percurso íntimo das vinhas e das adegas, é também um convite à reflexão sobre a natureza humana, a relação entre os donos da terra e quem a trabalha. Mas outra viagem também estava reservada: fomos conduzidos pela música improvisada do contrabaixista Carlos Barreto para poemas seleccionados e ditos pelas vozes de André Gago e Helena Faria, em “As Vinhas da Lira”.O vinho na História da Arte: entre o sagrado e o profano” fez parte de uma visita comentada a três obras de arte que reflectem os aspectos simbólicos do vinho na religião cristã, na companhia de Pedro Miguel Ferrão. Havemos ainda de julgar o vinho na praça pública e debater a elementar questão: afinal, o que é gostar de vinho?, numa tertúlia animada por José Bento dos Santos. E fechámos com “A Festa do Vinho”, um jantar vínico que deslumbrou os mais desprevenidos palatos, sugestão gastronómica do Restaurante “Dux Bistrot Quinta São Jerónimo”.

Como bem sublinha Bernard Pivot, “Mas o essencial é isto: o vinho é cultura. Cultura da vinha mas também cultura do espírito”

Vai um copo? À Vossa!

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